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Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

“E com esse que eu vou desabafar na multidão...”

Volto a sentir a serenidade que tinha perdido em alguma esquina, em alguma mesa de bar junto com uns restos de cinza e um cigarro apagado. Junto dela não perdi ainda a dor que me acompanha, não só saudades, não só medo, mas dor, dor daquelas que não são só mentais, mais que se manifestam também fisicamente.

De primeira, fujo de pensar nisso, mas quando não a alternativa, e nesse caso, não há, penso algumas vezes o que cada memória significa. Cada experiência,mortal que tive, e me vejo renascendo de cada uma delas, sobrando o mais importante e essencial. Apego-me no fato das minhas decisões tomadas, serem decisivas. Penso sinceramente do que vale nossos sentimentos agora? Eles são apenas reflexos. De nada valem nem os sentimentos, nem as transloucadas demonstrações de que ainda há algo. Resta seguir enfrente, em paz, com as opções tomadas. Na certeza da construção de algo melhor.

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